segunda-feira, 26 de julho de 2010

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

É impressão minha



ou a Popota é um bocado Pó Puta?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

carol, nada temas!!

E porque queremos, não só que não te falte nada, mas também que possas ser mandatária do Partido Socialista para a juventude sem teres de gramar com bocas foleiras quanto à tua falta de noção da realidade e a essa acefalite aguda, das quais, acredito, não tens quaisquer culpas no cartório, eis o (que rufem os tambores):

Descaroçador de azeitonas e CEREJAS!!!!



'Este engenhoso instrumento, sólido e colorido, permite-lhe preparar deliciosos petiscos e saladas de fruta com grande rapidez e facilidade [não precisas de ninguém, amori!!!]! Poupa-lhe o tempo e a paciência [vistes??] empregues na maçadora tarefa de descaroçamento, e a polpa permanecerá inteira! Poderá assim satisfazer os seus desejos na preparação de compotas de cereja em licor [de que tu tanto gostas!], na decoração de tartes de fruta, ou, na realização de óptimas saladas frias, descaroçando num instante as azeitonas! Muito útil também para fazer com que as suas crianças comam fruta [podes ter putos com fartura antes dos 30 anos!!!], sem o risco de acontecerem acidentes desagradáveis que podem ser causados pelos caroços [ pois claro!!]. É muito estável, graças à ventosa da base, monta-se e desmonta-se facilmente [como umas e outras], e pode ser lavada na máquina. Cor: rosa [uaaaaaauuuu]. Dim.: 18 cm comp. x 28 cm larg. x 13 cm alt..
'


E só custa...

€ 9,90!!!

Aproveita, grande máluca!!!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

e se...

...este cartaz estivesse completo?

:E

terça-feira, 10 de março de 2009

Velocidade média e o gosto pelo saudosismo

Advertência inicial: ao ler este post está a rejeitar qualquer 
futura acusação de discriminação em razão da idade.

Em outras alturas, que agora vou relembrar, reflecti sobre diferentes problemas da nossa sociedade. Males ou desconfortos que perturbam a nossa vivência e corroboram com essa grande divisa da existência moderna - a inactividade. 
Pois bem, retomo a tarefa e venho hoje falar-vos de um grande mal que tem invadido as nossas farmácias e transtornado a nossa busca incessante pela saúde corporal e mental: o dedinho de conversa. Este mal foi introduzido por esse estrato social, também faixa etária, que é a terceira idade, mas já se expandiu e tem vindo a quebrar fronteiras que tínhamos por robustas e incontestáveis. 
Toda esta minha revolta começou a semana passada, quando tive de ir à farmácia comprar um produto de tratamento capilar. Cheguei ao estabelecimento comercial e regozijei-me quando vislumbrei apenas três pessoas à minha frente e quatro caixas abertas. Acabei, contudo, por estar cerca de trinta minutos à espera do tão desejado atendimento à saúde. E porquê, por causa do dedinho de conversa. 
O utente português não se contenta com a sua saúde, quer mais ainda, quer ir mais além. Até aonde, perguntam vocês. O céu é o limite, é tudo o que tenho a dizer. Querem ir até às casas dos farmacêuticos, às lojas dos restantes utentes, aos filhos, sobrinhos e enteados dos amigos, ao cabeleireiro da vizinha, ao café do primo. Querem falar sobre a tensão arterial, o peso, as unhas dos pés, a falta de sono, mas também das nuances da filha, da escola primária do neto, dos problemas da juventude, dos problemas do farmacêutico, da nova panela de pressão. Do céu, da terra e do menino Jesus. E nem sequer é Natal. 

Por tudo isto e muito mais (sim, é possível mais), a terceira idade é responsável pela perturbação do decorrer normal da vida. Mexem com essa constante determinante, que equilibra e regula a vida e permite a vivência em sociedade: a velocidade média de acção. 
A velocidade média de acção é a medida de todas as coisas temporais em sociedade:
- é o tempo que o metro demora a chegar;
- o tempo que o sinal demora a ficar verde, de novo;
- o tempo que demora o percurso até ao trabalho;
- o ritmo com que subimos as escadas rolantes ou a rapidez com que cedemos a passagem e tomamos o seu lado direito;
- o tempo que demoramos a dizer olá a um conhecido;
- o tempo que demoramos a pedir um café;
- o tempo que demoramos a pedir a m+*#$& dos medicamentos e outros produtos farmacêuticos. 

Esta ordem das coisas está a ser minada pelo cidadão sénior e, em jeito de revolta, ameaça penetrar as camadas mais jovens da sociedade.
O cidadão sénior tem que ser travado. Tem de ser relembrado do valor da saúde e de se contentar com o mesmo. 
Por tudo isto, que é o bem comum!, peço o fim do dedinho de conversa na fila da farmácia.

O saudosismo, esse está aqui.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Perfeição

Há coisas que são simplesmente perfeitas.


When I Grow Up from Fever Ray on Vimeo.


Quando crescer quero ser assim.


Instruções de uso: Ver em ecrã completo, com o som bem alto. Por vezes, é impossível ferir os tímpanos. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Presbian Obama!

Hoje, a Islândia tornou-se o primeiro país do mundo a ter uma Primeira-Ministra lésbica. É verdade, leram bem, a senhora Jóhanna Sigurdadóttir foi nomeada para suceder o anterior Primeiro-Ministro que se demitiu por razões de saúde e, também terá pesado na sua decisão pensamos, por ter levado o país à falência. Parece que o senhor Hussein Obama não vai ser o único representante de uma minoria a assumir a liderança de um país algo dotado de problemas - aka atravessando a maior crise da sua história .

Começo a pensar que há por aí uma cavala no mundo político e talvez o famoso dizer não  seja rigoroso: "Se a merda fosse ouro os pobres não tinham cu". Se pensarmos bem nisso, agora que os países são um cocó metafórico,  os pobres já podem ter um anúsito e tentar melhorar a coisa. Sim, eu sei, não é bem isso que está subjacente ao dizer popular, mas permitam-me a adaptação. Devo confessar que percebo a lógica, tanto os blacks como os gays desenvolveram, quase até à perfeição, a capacidade de subsistir e mesmo triunfar quando, sejamos eufemisticamente sinceros, todos queriam (e alguns ainda querem) que inexistissem. Fizeram marchas, umas mais coloridas que outras; sobreviveram a furacões e violações em série, ah!, e à escravatura; sobreviveram aos campos de reconversão, à Igreja Católica e outras religiões; à criminalização do seu amor e procriação, e outras provações que tais. Posto isto, o mundo político achou que talvez fosse uma boa altura para fingir que não os havia discriminado durante séculos e que, agora sim, era tempo de os deixar subir ao poder e dar a volta à situação. 

Com isto não subentendam que estou a afirmar que não foi o seu mérito que os levou até lá. Leiam, no entanto, que if anyone can do it, they can do it! Ou talvez não, vamos esperar para saber. Há sempre umas quantas Margaret Thatchers para nos chamarem à razão e nos lembrarem que não é a vagina, a cor ou a orientação sexual que faz de nós melhores ou piores pessoas/governantes.  
Entretanto, aqui fica a senhora em versão obamicon:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

I`m a geek and I`m not afraid to show it (take II)

2008 terá sido, porventura, um ano de muitos eventos e acontecimentos. Não para mim, mas terá sido, dizem por aí. Por altura do novo ano é, como tal, costume fazerem-se listas de preferências. Usualmente esta prática incide o ramo musical, mas pretendemos aqui ser mais abrangentes e, apesar da fraca afluência de ocorrências interessantes, apresento aqui o meu best of de 2008.  

1. Hardcore RulesTendo-me, como é hábito, dedicado à leitura intensiva de palavras jurídicas, destaco o meu termo favorito do ano, que é, aliás, um repetente - hardcore rules! Passo a explicar, hardcore rules são regras ou normas jurídicas dotadas de um intenso grau de imperatividade, contrapondo-se, como tal, às softcore rules.

2. Liz Feldman - This Just Out: Esta senhora - who likes bush, just not the george kind - é uma das melhores comediantes que já tive o prazer de cruzar caminho com. Hoje, já não é argumentista do Ellen Show e tem o seu próprio talk show na net, sito na sua cozinha, presenteando-nos com verdadeiras pérolas e momentos de júbilo. 
Este Janeiro, entrou na sua terceira série e podem ver o seu primeiro episódio aqui. Gargalhadas são prometidas. E a Shane também. 

3. Wanda Sykes: Outra comediante, que neste caso, deixo falar por suas próprias palavras: 

Notem que estão ambas vestidas para o Halloween!

4. Kaki King - Uma guitarrista absolutamente brilhante, que tem um album novo onde, infelizmente, também canta. Vejam os outros!:

5. Daytrotter - O site/revista/blog/music session place mais xuxu e interessante que conheço. Apresenta novas bandas, tem artigos lindos sobre elas - até porque não pretendem ser críticas - e ilustrações das mesmas feitas por artistas, tem uma tira de banda desenhada mesmo engraçada e downloads grátis das sessões que fazem com as bandas. E muitas outras coisas. Explorem

Espero que gostem. 

6. Manuela Ferreira Leite: Sim, estão a ler bem, a Manela entrou no meu best of, tudo porque tem aquela qualidade que eu muito aprecio e enalteço em todos aqueles que não deveriam ter acesso ao poder - a qualidade da autodestruição. Se não acreditam em mim, vejam por vocês mesmos e descubram as diferenças enquanto o fazem, se conseguirem:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Are the Dog Days Over?

Parece que chegámos ao ano da crise - de novo. A mim anda-me a parecer que a crise é como a gripe das aves, está sempre a chegar. Ou será que está sempre cá? Com todo o alarido no Natal nos Hospitais nunca se sabe. 

Não sei bem a quem é que chegou a crise, tirando aqueles que a ela há muito pertencem.

À banca não me parece. Os neoliberais conseguiram esse feito inexplicável e homérico de socializarem os seus problemas. Assim, com este fantástico socialismo da alta, conseguiram manter a fé no capitalismo. Quase extraordinariamente, o capitalismo é neocomunismo - com o socialismo chega-se à terra prometida. Aqueles vinte indivíduos, pelo menos. 

Ao Paulo Branco também não me parece. O seu feito extraordinário foi usar a Justiça portuguesa para sua protecção. Tomara a Justiça portuguesa chegar tão longe para proteger os outros da ladroagem de Paulo Branco, talvez o homem com mais sucesso a esquivar-se aos processos de dívidas que lhe são apostos. 

Ao Aníbal (Cavaco) também não creio. O  Sr. Forças de Bloqueio e Recibo Verde consegue não apenas ser eleito para Presidente da República como também ser elogiado por odes à democracia e direitos sociais. Continua é a esquecer-se de alguns órgãos da nossa democracia, como seja o Tribunal Constitucional.

Ao Jorginho Bush muito menos. Mais uma vez, um Presidente americano abandona funções sem enfrentar o Tribunal Penal Internacional. O homem que convidou para seu braço direito o autor de um livro de tortura que contorna as proibições da Convenção de Genebra. 

Acho que a crise só vai chegar aos Obamaníacos. O Mister New America começou já a provar que é a maior força de mudança para deixar tudo na mesma, pondo de lado a possibilidade de uma investigação independente aos crimes de guerra e tortura praticados pelo Exército e Administração americanos. Isto no país que há dez anos atrás gastava milhões de dollars a averiguar as vaginas que havia penetrado o Primeiro Pénis. 

E a todos aqueles que ainda vão mantendo alguma ingenuidade no meio de tudo isto. Os que ainda acreditam que é possível acreditar!, mas que começam a fraquejar. 

Entretanto, podemos sempre contar com uma coisa para nos fazer sorrir:

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Uma Prenda de Natal

Não gosto particularmente da época Natalícia. Até porque não acredito em Jesus. E chateia-me ser obrigada a fazer-lhe um jantar de anos todos os Dezembros sem que ele alguma vez se tenha dignado a aparecer. 

Gosto contudo de partilhar coisas. E aqui vai a minha prenda de Natal a todos os que vejam isto. 


The Jealous Girlfriends

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Prop 8 - Vamos salvar as crianças

Em Junho de 2008, em resultado de uma decisão do Supremo Tribunal da Califórnia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado. A Califórnia tornou-se, assim, no segundo estado Norte-Americano, a par de Massachusetts, a conferir iguais direitos matrimoniais a heterossexuais e homossexuais.  
Alguns parecem, contudo, receosos (eufemismo para bichas histéricas) das consequências de tal permissão na sociedade em geral. Antevêem o armagedão global (ou pelo menos californiano) e acham que o seu querido e heterossexual Estado irá cair em desgraça, qual Império Romano pelo seu amor orgíaco. É assim que nasce a Proposition 8, uma proposta dos Conservadores, que hoje foi a votos, que pretende voltar a banir o casamento homossexual e salvaguardar a família e as crianças da homossexualidade legalizada. 
As crianças e o casamento parecem ser, de facto, as razões fundamentais para eliminar o direito alcançado. O segundo não conheço. Não sei de quem se trata e o que fazer para o proteger. Imagino que seja uma pessoa muito simpática e correcta, mas não posso falar em nome daqueles que não conheço, mesmo que estejam em causa os seus direitos. Quanto às crianças - o nosso precioso futuro - já conheci algumas, ainda que não as tenha, e devo dizer que não compreendo a preocupação. Sou a favor de as proteger de certos musicais e músicas dos Abba, da voz aguda e lancinante dos Bee Gees, dos macacões camuflados, de cortes de cabelo duvidosos e outros que tais, agora nos homossexuais em si não vejo qualquer tipo de ameaça. Acho que qualquer pessoa que goste de arco-íris é boa pessoa e não há por que temê-la. Já no que respeita aos adoradores de Jesus, não tenho a mesma opinião. Mas vejam vocês próprios:


É por estas e por outras temo Deus e os Seus seguidores e faço uma nova proposta: a Prop 73 - parece-me um número suficientemente religioso - contra o uso das crianças para propaganda evangelista, católica e outra que tal, com reminiscências notórias na propaganda Nazi. Como é que as crianças destas famílias não hão-de ser perturbadas (o que não sabemos ao certo, uma vez que não lhes foi pedida a opinião)? Hão de reparar que uma delas até já anda a correr de maneira dúbia e t-shirt rainbow psicadélica pela cozinha. Se fosse eu tinha medo, muito medo. 
Ajudem-me a lançar esta campanha - Vamos salvar as crianças. 

Ah, e Go Obama. Não gosto particularmente de ti, mas, há pequenos grandes sacrifícios que têm de ser feitos. 



terça-feira, 23 de setembro de 2008

Humor Negro e Bebés

Haverá algo melhor para quebrar o silêncio?

quinta-feira, 3 de julho de 2008

I love Manuela Ferreira Leite


Ainda a propósito da marcha e dos homossexuais - dEus nos livre e guarde - apraz-me muito saber de declarações de excelentíssimas figuras, mui apreciadas pela opinião pública e, de resto, vistas como quem vem salvar a oposição dos fétidos lençóis da anomia em que se tem rebolado.

Certas senhoras têm o bom gosto e o decoro de vir dizer que não senhora, não são contra as relações homossexuais... o que estas senhoras não defendem é o casamento homossexual!

Ah bom, isso então já é outra coisa. Pera lá que esta senhora afinal é uma grande maluca, uma visionária!, que vem salvar-nos da tacanhez, para não falar em hipocrisia, com que temos sido brindados neste nosso Portugal pela, tão distinta!, classe política [ok... e pelas outras classes também, mas vamos por partes.].

Parece que sim, que afinal haverá governo mais fracturante do que o meu, que será o governo que o PSD ivagina, liderado pela sua matriarca salvadora de partidos enlamaçados. Um governo que admite uma outra instituição que permita aos homossexuais uma espéciezita de união civil, mas não casamento, valha-nos dEus!
A Sra D. Manuela Ferreira Leite admite "que esteja a fazer uma discriminação porque é uma situação que não é igual". Tão fofa... Quem confessa a verdade não merece castigo, diz o povo. E eu pergunto: então e quem manipula a verdade? Quem conta meias verdades? Quem toma por dogmas verdades inabaláveis que são mentiras descaradas provenientes de cabeças pouco oleadas que ficaram paradas algures no tempo em que o saudoso político foi assasssinado pela peça de mobiliário... ou terá sido antes?
Mas é que o casamento é, segundo diz esta querida, uma instituição encarada pela sociedade [ou pensavam que era ela a limitada?] como a união entre duas pessoas com fins procriativos.
Ahhhhhhhhh, então é isso!!

Pois então, na vanguarda da defesa do casamento, proponho desde já que se façam testes a todos aqueles que pretendem contrair matrimónio [da estirpe heterossexual, claro está, que a outra só em Espanha é que se apanha] para saber se são, de facto, ferteis, pois que de outra forma não vale a pena casarem. E mais, proponho uma alteração ao nosso estimado e laico Código Civil para passe a ser considerado inexistente o casamento celebrado entre estéreis. [Ah, e nada de casamento depois da menopausa, ok? invistam no sexo casual se quiserem!]
Meus senhores, o que vos peço é coerência. Ou então ganhem vergonha na cara.
Tenho ideia de que tinha desabafos para fazer... mas não é que já me sinto, subitamente, aliviada?! Isto há com cada uma...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

I heart Youtube

Há momentos que, de facto, ficam para a História. Já tive aqui a oportunidade de expressar o meu saudosismo egocêntrico e de revelar ao mundo, ou às cinco pessoas que lêem este blog, que sou um bicho do mato melancólico que acha que a vida já atingiu o seu pico. E posso aqui confirmar hoje que tinha razão. A minha vida já atingiu o seu pico e, a partir daqui, será sempre a descer. E não se preocupem, não têm de acreditar em mim, o youtube esteve lá e é por isso que o amo incondicionalmente.

É este o momento histórico da minha vida e, Joana, eu sei que também tem um significado muito especial para ti. E não querendo, de modo algum, tirar da ribalta o teu post mais xuxu, nem desviar as atenções do aussie luso mais sexy do mundo (viva a esquizofrenia), tive de aproveitar estes escassos instantes pré-Pride 2008 e de partilhar este marco da minha vida, que talvez seja da tua também.

E optimizando o uso deste breve momento de escrita, peço a todos que venham à Marcha e que, em comunidade, dancemos assim mais uma vez. Esta senhora merece a nossa mais sincera homenagem, por toda a felicidade que já nos deu. 

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Lloyd I'm Ready To Be Heartbroken

E porque o Dom Sebastião destas meninas está quase a chegar, não envolto no nevoeiro mas cheiinho de luz australiana, essa coisa antipodamente aprazível, penso ser imperativo recebê-lo de braços abertos com uma postazinha aqui no V&U! Porque este senhor que aí vem é uma espécie de Heartbreaker aqui das babes dos direitos mas também das outras - nós - que nada têm a ver com códigos e decretos-lei. Tudo para dizer que o mesmo senhor deixa patadas por tudo o que é pavimento humano e que a sua ida lá prá outra margem deixou muitas saudades. Agora que está prestes a voltar, aqui fica a supracitada mensagem de boas-vindas :)

domingo, 1 de junho de 2008

Clássicos que nos fazem Sorrir

E para começar o mês, já que o Verão teima em não chegar, ofereço-vos um clássico que me faz sempre sorrir - Rock-n-Roll Sports Classic de 78. Já não se fazem eventos, bandas ou mulheres assim!


terça-feira, 27 de maio de 2008

Questões Relevantes

Esta coisa de serem só alguns a escrever de quando em vez está-me a deixar ultrajada. E para que não me digam, injustamente, que o tom é demasiado intelectual, deixo aqui um importante anúncio:


E agora glosem, como é devido!

sábado, 17 de maio de 2008

sábado, 10 de maio de 2008

Não Quotizem a Vagina

  A Lei 3/2006, que estabelece as famosas quotas femininas para cargos políticos, veio determinar que se entende por paridade a representação mínima de 33,3% de cada um dos sexos ou géneros. Não fosse a lei ser declarada inconstitucional, por violação do princípio da igualdade, os senhores deputados e deputadas esquivaram-se ao flagrante sexismo e ficaram-se pela hipócrita misoginia velada, não dizendo frontalmente que queriam fazer desfilar umas quantas mulheres nas campanhas políticas. 

Como não sofro de acefalia, consegui chegar à conclusão, tal como todos nós, de que a Lei se referia, sim, a uma representação mínima de 33,3% do sexo feminino. De facto, não estou a ver a Assembleia a legislar para o futuro e a salvaguardar a hipótese de haver menos de 33,3% de homens nas listas de eleições.

 

Para além do ridículo e bizarro entendimento de que a minha vagina ou o pénis de um qualquer senhor devem conferir o direito a ser eleito, independentemente de qualquer mérito, esta lei emana do mais retorcido e sombrio sentimento de machismo que preside as nossas instituições e partidos políticos.

Explicitando, os senhores deputados, membros dos vários partidos políticos, legislaram dispondo que as listas que esses mesmos partidos elaborarem deverão conter um mínimo de representantes femininas. Não sei se estão a ver aonde quero chegar, mas clarifico ainda mais, a incapacidade de nomear mulheres com base no seu mérito é tal que os partidos tiveram de se obrigar a fazê-lo, legislando para si mesmos. Só que agora a vagina está representada porque existe, não porque um cérebro capaz integra o mesmo corpo.

 

No meio da histeria do aniversário do Maio de 68, achei por bem referir o ridículo desta Lei que, em dois anos, pouco ou nada mudou. E pouco me espanta que, na sequência desta nova moda das quotas femininas, criadas em vários países europeus, se tenha passado a fazer um exercício de vénia aos senhores Primeiros-ministros que nomeiam mulheres para os seus Governos, pelo simples facto de terem uma vagina, dois seios ou um bebé no útero (como a Ministra da Defesa espanhola). Ou que o primeiro artigo de jornal sobre a Chanceler Angela Merkel tenha focado esse aspecto determinante da condução de um País que é a indumentária, tal como aliás, os escritos sobre Ségolène Royal. 

Neste Maio de 2008, lembro ainda que alguns dos países mais ortodoxos do Planeta já tiveram Presidentes ou Primeiras-Ministras mulheres, tais como a Índia, o Paquistão, a Indonésia e a Turquia, entre outros. Talvez o problema não esteja na falta de quotas!  

Recordo também que neste Maio de 2008 se festeja quase um século sobre a data do primeiro voto feminino em Portugal, o voto de Carolina Beatriz Angelo em 5 de Maio de 1911. 

E neste Verão de 2008, faz quatro anos que se negou, pela primeira vez, a um ex-Primeiro-ministro funeral com honras de Estado - o funeral da segunda primeira-ministra europeia, Maria de Lurdes Pintasilgo. 

 

Por fim, em Maio de 68 a única mulher Primeira-ministra em activo era Indira Gandhi (hoje, em Maio de 2008, a Presidente da Índia é Pratibha Patil), quase 100 anos depois de Susan B. Anthony, uma das mais relevantes feministas e sufragistas a nível mundial, ter sido julgada em tribunal por votar ilegalmente. 

 

Por favor, não quotizem a vagina, gostava que o meu órgão sexual reprodutivo deixasse finalmente de ser relevante no século XXI.